Estatal nega pressão política e mira volatilidade menor nos postos
Petrobras – Em resposta a um ofício da CVM, a companhia reforçou recentemente que não há “desconto excessivo” em relação à paridade internacional e que seus preços de diesel e gasolina continuam seguindo análises técnicas, mesmo diante da disparada do petróleo no exterior.
- Em resumo: empresa contesta defasagem de R$ 3,05 no diesel e R$ 1,61 na gasolina apontada por importadores.
Planilha da Abicom versus estratégia da estatal
Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença entre os preços locais e o mercado externo teria atingido o maior patamar desde agosto. A Petrobras, porém, garante que busca amortecer picos de curto prazo e lembra que elevou o diesel em R$ 0,38 por litro em agosto, além do subsídio federal de R$ 0,32. Em nota, a companhia reiterou que reajustes são feitos “sem periodicidade fixa”, alinhados às práticas globais e à sua governança. A posição foi reforçada após questionamento da Reuters.
A defasagem reportada pela Abicom chegou a R$ 3,05 por litro no diesel e R$ 1,61 na gasolina, mas a Petrobras diz não reconhecer “perdas potenciais bilionárias” divulgadas por analistas.
Por que isso importa para inflação, IPCA e dividendos
Combustíveis respondem por cerca de 6% do IPCA. Se a estatal atenuar os repasses, o efeito direto pode segurar a curva de inflação e adiar apostas de alta na Selic. Para investidores, a decisão toca em duas frentes: margens de refino e fluxo de caixa livre — base para dividendos extraordinários distribuídos em 2023. O histórico mostra que, em 2022, a companhia repassou variações do Brent quase em tempo real; já na política anunciada em 2023, a volatilidade interna caiu 45%, segundo cálculos da ANP.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS