Erros de informe e eSocial engordam o risco de multa e atrasam restituição
Receita Federal – Nas primeiras semanas de entrega do Imposto de Renda 2026, inconsistências entre informes emitidos por empresas, bancos e planos de saúde e os dados da declaração pré-preenchida empurraram quase 15% dos envios para a malha fina, nível considerado “acima do normal” pelo Fisco.
- Em resumo: até dois em cada dez contribuintes viram diferenças que podem custar multa de 20% e atrasar restituições.
Por que tantos registros caíram na malha?
Com o fim da DIRF, os dados passaram a chegar mês a mês via eSocial e EFD-Reinf, gerando mais de 3 bilhões de eventos em 2025. Qualquer rubrica de folha mal configurada replica o erro para o contribuinte. Segundo o auditor José Carlos Fonseca, a maioria das falhas parte da fonte pagadora, não do sistema. Exemplos vão de FGTS informado duas vezes a lucros e dividendos classificados no código errado.
“Começamos o período com quase 15% das declarações retidas; após correções das empresas, o índice já recuou para menos de 8%”, afirmou Fonseca em live da Receita.
Quem já enviou a declaração deve comparar cada campo com o informe oficial. Se o documento da empresa divergir da pré-preenchida, vale o informe – e, se necessário, uma retificadora.
Impacto no bolso e no mercado
Ficar retido significa restituição mais tarde, juro Selic (hoje em 10,50% ao ano) correndo contra o contribuinte e, em caso de imposto devido, multa de até 20%. Para investidores, erros em informes de corretoras sobre operações em bolsa ou cripto podem inflar a base de cálculo e reduzir o rendimento líquido.
A Receita recomenda aguardar até dez dias após a fonte pagadora retificar o eSocial/Reinf antes de agir. Passado esse prazo, a orientação é enviar declaração retificadora e, se já estiver em malha, acompanhar o processo no e-CAC. Detalhes adicionais constam nos manuais oficiais da Receita Federal.
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Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal