Mentiras que parecem verdades: onde a proposta esconde a conta final
Receita Federal – A proposta de reforma tributária, aprovada em dois turnos na Câmara e agora em discussão final no Senado, traz dispositivos pouco comentados que podem impactar diretamente o fluxo de caixa de empresas de todos os portes já a partir de 2025.
- Em resumo: Alíquotas de transição e regimes específicos podem encarecer até 2,5% das operações, segundo estimativas de consultorias independentes.
Crédito presumido e “cash flow”: o perigo mora no detalhe
Um dos pontos que mais preocupa especialistas é o período de sete anos para restituição integral de créditos de IVA. Como lembra levantamento da Valor Econômico, companhias com margens apertadas podem ficar sem capital de giro durante a transição.
Relatório técnico entregue ao Senado projeta aumento temporário de 0,3 p.p. na inflação anual entre 2026 e 2028 pela demora nos estornos de crédito fiscal.
Impacto setorial: serviços e agronegócio sob pressão
Embora o governo prometa neutralidade, segmentos de mão de obra intensiva – como TI e educação – alertam para salto de alíquotas de 3,65% (PIS/Cofins) para até 25% no novo IVA. Já o agronegócio teme efeitos em cadeia sobre insumos, que representam 45% do custo operacional segundo dados do Banco Central.
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Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal