Baixa tributação seduz, mas custos ocultos podem virar armadilha
Paraguai – O vizinho sul-americano virou destino de empresários brasileiros em busca de alíquota de 1%, porém muitos descobrem que a economia no papel pode virar rombo de 30% quando a operação cruza a fronteira.
- Em resumo: economia fiscal some em fretes caros, atrasos e retrabalho.
Tributo baixo não cobre a conta da fronteira
Especialistas lembram que abrir CNPJ no Paraguai implica montar estrutura local, cumprir regras contábeis e reposicionar toda a logística. Segundo levantamento citado pelo Valor Econômico, a carga total no Brasil gira em torno de 34%, mas ainda assim pode ser competitiva quando o produto precisa de entrega rápida ao Sudeste.
Empreendedores convencidos de que iam pagar 1% de imposto descobriram que, na prática, estavam perdendo 30% em logística, atrasos e retrabalho.
Macroeconomia: dólar, energia e infraestrutura na balança
A moeda paraguaia atrelada ao dólar reduz volatilidade cambial e a tarifa de energia da hidrelétrica de Itaipu segue entre as menores da região. Ainda assim, rotas rodoviárias limitadas, gargalos nos portos de Assunção e diferenças culturais pressionam prazos e qualidade de serviço. No Brasil, a reforma tributária em debate promete unificar impostos e pode devolver competitividade doméstica já em 2026.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jornal Contábil