Resorts na Palm Jumeirah operam quase vazios e acendem alerta no setor
Governo dos Emirados Árabes Unidos – Um mês após os destroços de um drone iraniano atingirem o hotel Fairmont, Dubai ainda calcula o prejuízo: ocupação abaixo de 20%, tarifas cortadas pela metade e cancelamentos em massa pressionam a receita de um dos principais hubs de turismo do Oriente Médio.
- Em resumo: Hotéis que cobravam até 10.000 dirhams agora ofertam quartos por cerca de 3.000 dirhams.
Preços derretem, hóspedes somem e receitas minguam
A retração é mais evidente na icônica Palm Jumeirah, endereço de redes cinco-estrelas. Segundo levantamento citado pelo francês Le Monde, a média de ocupação caiu para níveis de pandemia, enquanto as diárias premium desabaram cerca de 60%. Em entrevista à Bloomberg, operadores locais admitem que a demanda internacional só deve reagir após sinais concretos de cessar-fogo.
Hotéis de luxo reduziram valores de 7.000–10.000 dirhams para cerca de 3.000 dirhams; alguns operam com apenas 5% dos quartos ocupados.
Impacto macro: dólar forte, petróleo volátil e risco para companhias aéreas
A fuga de turistas ocorre em meio à disparada nos prêmios de risco da região e ao avanço de 8% no preço do barril de Brent desde o início do conflito. Para investidores, o recuo do turismo ameaça a estratégia de diversificação econômica de Dubai, ainda dependente do setor para mais de 11% do PIB local. Companhias aéreas como Emirates e FlyDubai, que respondem por metade do fluxo de passageiros do hub, já revisam projeções de receita, movimento que pode pressionar ainda mais a balança comercial dos EAU.
Em crises anteriores, como a queda do petróleo em 2014 e a paralisação causada pela Covid-19, a cidade se recuperou em até 18 meses graças a estímulos fiscais e marketing agressivo. Analistas do JPMorgan projetam trajetória similar caso as tensões geopolíticas diminuam nos próximos trimestres, mas alertam que novos ataques poderiam prolongar a sangria na hotelaria.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg