Ataques no Golfo inflam petróleo e derrubam ações de bancos e Vale
Ibovespa — O principal índice da B3 renovou mínimas e voltou aos 175 mil pontos nesta terça-feira (26/05), sentindo o efeito do salto no dólar e nos juros futuros após novos bombardeios dos EUA no sul do Irã elevarem o barril de Brent acima de US$ 100.
- Em resumo: queda de 1,3% levou o índice a 175.522 pts, enquanto o dólar chegou a R$ 5,04 e as DIs subiram até 10 pontos-base.
Bancos e VALE3 lideram a correção
As preferencias de risco evaporaram: BBAS3 cedeu 2,45%, BBDC4 recuou 1,94% e ITUB4, 1,34%. No setor de commodities, dados da Reuters mostraram o minério de ferro em queda de 1,9% na China, pressionando VALE3 para R$ 82,66 (-1,1%).
O VXBR, termômetro de volatilidade, saltou 4,9% para 20,24 pontos, maior marca em três semanas.
Geopolítica pesa mais que fundamentos internos
O avanço do Brent para US$ 100,36 reacendeu temores inflacionários e empurrou as taxas dos DIs 2029 a 13,77%. Investidores já precificam um Banco Central menos propenso a cortes na Selic, apesar do superávit comercial recorde de abril. Em Wall Street, S&P 500 e Nasdaq subiam mais de 0,5%, sustentados por empresas de IA, mas o fluxo para emergentes permaneceu tímido.
Historicamente, choques de oferta de petróleo elevam o risco-país brasileiro: em episódios semelhantes (2019 e 2022), o CDS de 5 anos avançou em média 35 pontos-base nas semanas seguintes. Se o estreitamento do Estreito de Ormuz persistir, analistas projetam dólar a R$ 5,20 e Ibovespa a 170 mil já em junho.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3