Dados em tempo real viram arma contra volatilidade de custos e pressão ESG
Grupo Stefanini – Em plena escalada dos preços de energia e logística, o setor industrial acelera a adoção de modelos “AI-First” para proteger margens e garantir previsibilidade operacional, movimento que já entrega cortes de consumo energético de 4% a 5% e ganhos de produtividade de até 10%.
- Em resumo: integrar algoritmos ao chão de fábrica virou pré-requisito para permanecer competitivo.
Integração total: do planejamento ao forno industrial
Quando sensores, ERPs legados e algoritmos passam a “conversar”, a variabilidade de processo despenca. Em fornos de siderurgia, ajustes automáticos de temperatura têm economizado milhões de quilowatts-hora, segundo levantamento citado pela Bloomberg.
O Gartner projeta que “mais de 80% das organizações terão recursos avançados de análise e automação incorporados à produção até 2026”, redefinindo o conceito de fábrica eficiente.
Por que a janela de oportunidade é agora
No horizonte curto, juros ainda altos e incentivos fiscais ligados a metas de descarbonização reforçam a urgência de modernizar parques fabris. Historicamente, cada ponto percentual de economia de energia melhora o Ebitda industrial em cerca de 0,3 p.p., mostra série da CNI. Assim, o ganho de 5% citado pelas mineradoras pode elevar a rentabilidade anual em até 1,5 p.p., alívio bem-vindo em um cenário de demanda global moderada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Época Negócios