Demanda por veículos clássicos dispara e coloca oficina portuguesa no radar global
Land Rover – A portuguesa Coolnvintage, comandada pelo fotógrafo e artesão Ricardo Pessoa, converte o icônico Defender em peça de coleção disputada em quatro continentes, criando filas de espera de até 24 meses e margens dignas do mercado de luxo.
- Em resumo: Restauros artesanais elevam o valor do 4×4 britânico a cifras de supercarro, estimulando investidores a enxergá-lo como ativo alternativo.
Do hobby à grife automotiva de alto ticket
O modelo de negócio nasceu de um passatempo de fim de semana, mas ganhou escala quando compradores estrangeiros começaram a desembolsar cheques robustos pelos Defenders “feito-sob-medida”. De acordo com dados compilados pela Bloomberg, o índice Knight Frank de investimentos de luxo aponta valorização acumulada de 185 % em carros clássicos na última década, superando arte e vinho.
“Modelos Defender restaurados em padrão bespoke ultrapassam € 200 mil em leilões europeus”, mostram registros públicos da plataforma Collecting Cars.
Mercado global e efeito cadeia para a economia portuguesa
Cresce o interesse de fundos patrimoniais em ativos reais que protejam contra inflação e instabilidade cambial. O nicho de veículos clássicos, estimado em US$ 45 bilhões, segundo a Historic Automobile Group, atrai capital exatamente por aliar escassez a apelo emocional. Para Portugal, significa exportar mão de obra qualificada: o setor automotivo já responde por 11 % das vendas externas do país, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.
O que você acha? Restauros de luxo podem mesmo rivalizar com aplicações financeiras tradicionais? Para mais análises sobre tendências de negócios, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Coolnvintage