Os 46 fundos que viraram o jogo em meio à turbulência do mercado
Fundação Getulio Vargas (FGV) — Levantamento recente da escola de negócios revela que apenas 46 dos 358 fundos multimercados abertos para captação entregaram, nos últimos três anos, rendimento mínimo de 120% do CDI, alcançando picos de impressionantes 388% do índice. Na prática, quem investiu nesses produtos multiplicou o retorno da renda fixa, mesmo com resgates recordes na categoria.
- Em resumo: poucos gestores conseguiram capturar alta do ouro, S&P 500 e juros elevados, preservando capital na crise.
Ouro, S&P 500 e high yield: as alavancas por trás da rentabilidade
No topo do ranking aparece o Trend Ouro, da XP, beneficiado pela disparada de mais de 100% no preço do metal — movimento amplamente coberto pela Reuters — e pela queda do dólar no período. Já os veículos indexados ao S&P 500, do Bradesco, surfaram a valorização de 19% ao ano do índice norte-americano, puxada pelas big techs e o boom da inteligência artificial.
Em três anos, 30 desses fundos renderam de 128,15% a 387% do CDI, mostra o professor William Eid, da FGV.
Por que a gestão ativa ainda faz sentido para o investidor brasileiro
Embora o cenário local tenha sido de Selic elevada, inflação resistente e choques externos — guerra comercial e tensões no Oriente Médio —, gestores long biased, como Pátria e Guepardo, ajustaram posições entre ações, câmbio e derivativos para defender o patrimônio e, ao mesmo tempo, capturar as altas abruptas da B3. Já os fundos de crédito privado exploraram prêmios robustos ao financiar projetos estruturados, estratégia que tende a seguir atrativa enquanto o Banco Central mantém juros acima da média histórica.
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Crédito da imagem: Divulgação / XP