Trégua no Oriente Médio derruba a cotação do barril e vira o jogo para ações de energia
Petrobras – Na quarta-feira (8), as ações da estatal aprofundaram perdas de até 6,52% às 12h50, enquanto o Brent devolveu 16% e voltou à casa dos US$ 91, apagando o prêmio de risco geopolítico e atingindo em cheio todo o setor.
- Em resumo: cessar-fogo interrompe ataques, reduz risco na rota de Ormuz e esvazia o rali do petróleo.
Brent afunda e contagia PETR3, PRIO3 e RECV3
A forte correção do barril, catalisada pelo acordo entre Estados Unidos e Irã, puxou dados de preço compilados pela Bloomberg que mostraram o recuo mais profundo desde fevereiro. Às 12h50, PETR3 caía 6,52% (R$ 50,07); PETR4, 5,63% (R$ 45,78); PRIO3, 5,75% (R$ 63,92); e RECV3, 3,76% (R$ 13,57).
O Brent chegou a ceder 16% no dia, negociado a US$ 91, depois de semanas acima de US$ 100 impulsionado pelos temores de oferta.
Rotação de carteiras favorece setores pró-crescimento
Com o risco geopolítico arrefecido, gestores passaram a realocar capital para segmentos ligados ao consumo interno e à construção, beneficiados pela expectativa de juros menores no segundo semestre. O próprio Ibovespa subia 1,88% (191.805 pontos) no mesmo horário, sugerindo apetite a risco apesar da queda de blue chips de óleo e gás.
O que você acha? A trégua sinaliza apenas uma pausa ou o fim do prêmio de risco no petróleo? Para mais análises do mercado financeiro, confira nossa editoria completa.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras