Esquema de descontos ilegais é rastreado até políticos e ex-dirigentes
INSS – Nesta quarta-feira (27), a Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União, apertou o cerco a um grupo que aplicava descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, afetando diretamente o fluxo de caixa de milhares de beneficiários e aumentando a pressão sobre a Previdência.
- Em resumo: 31 mandados de busca foram cumpridos em DF, PE, SP e PB; oito suspeitos já usam tornozeleira eletrônica.
Braço financeiro do grupo entra na mira da PF
Segundo a corporação, o objetivo nesta fase da Operação Sem Desconto é bloquear ativos, rastrear contas e coletar provas de lavagem de dinheiro. A ofensiva acontece após indícios de que as mensalidades indevidas chegavam a milhões de reais mensais, informação confirmada em nota pela CGU e repercutida pela Valor Econômico.
“São 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares para sufocar o núcleo financeiro da organização criminosa”, informou a Polícia Federal.
Impacto fiscal: contas da Previdência sentem o golpe
O rombo anual do regime geral chegou a R$ 296 bilhões em 2023, de acordo com dados do Ministério da Previdência. Esquemas de estelionato previdenciário, como o desbaratado hoje, elevam o déficit e minam a confiança dos 39 milhões de segurados, além de comprometer o esforço governamental de equilíbrio fiscal em meio à meta de resultado primário zero.
O que você acha? Fraudes desse porte deveriam ter penas mais duras? Para mais análises sobre Previdência e finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal