Supercomputador da Receita detecta falhas em segundos; evite surpresas na restituição
Receita Federal — Faltando poucos dias para o encerramento do prazo de entrega do Imposto de Renda, milhões de contribuintes ainda não enviaram a declaração deste ano. A correria de última hora, alertam especialistas, eleva o risco de inconsistências que colocam o contribuinte na malha fina e, pior, podem resultar em cobranças adicionais e perda de prioridade na restituição.
- Em resumo: 8,7% das declarações entregues no ano passado ficaram retidas por erros de preenchimento.
Erros simples, prejuízos reais
De acordo com dados oficiais, quase 4 milhões de declarações foram parar na triagem da Receita em 2023 por divergências de rendimentos, dependentes ou despesas médicas. Essas falhas, em geral, não configuram fraude deliberada, mas são suficientes para acionar o algoritmo fiscal que cruza informações fornecidas por bancos, empresas e convênios médicos em frações de segundo, explica a advogada tributarista Maria Carolina Gontijo em entrevista ao portal da Receita Federal.
“O supercomputador da Receita cruza bases de dados em milissegundos; qualquer detalhe fora do lugar trava a restituição e pode gerar multa de até 20%”, alerta Gontijo.
Impacto direto no orçamento familiar
Ficar retido na malha fina significa, na prática, adiar o recebimento da restituição — dinheiro que muitos brasileiros contam para quitar dívidas ou investir. Além disso, a correção pela Selic encarece o imposto devido se a Receita apontar diferenças a pagar. Para investidores, o problema se agrava: omissões em rendimentos de ações ou fundos podem ser interpretadas como sonegação, afetando a pontuação de crédito e até processos de compliance bancário.
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Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal