Contraste de lucros bilionários e prejuízos derruba algumas ações e impulsiona outras
Light – Às 11h45 (Brasília), a distribuidora carioca liderava os ganhos depois de reportar lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no 1T26, alta de 573% em 12 meses, enquanto Cosan, Viveo e Trisul afundavam em reação imediata aos seus balanços.
- Em resumo: salto de lucro da Light empolgou investidores, mas Cosan mostrou novo prejuízo de R$ 1,6 bi e ampliou cautela no setor.
Lucro bilionário, mas dívida e perdas ainda preocupam
A Light surpreendeu positivamente no mercado, segundo dados compilados pela Reuters, ao superar projeções de Ebitda em 24%. Mesmo assim, permanece pressionada por perdas não técnicas elevadas e custos de energia.
Ebitda ajustado ficou em R$ 423 milhões, ainda 27% menor que há um ano, mostrando que a virada operacional plena deve demorar.
Cosan, Viveo e Trisul sentem o peso de margens apertadas
Na ponta negativa, a Cosan registrou o terceiro prejuízo consecutivo – agora de R$ 1,6 bi – e viu a ação recuar 4,5%. O Goldman Sachs reiterou recomendação neutra, citando alavancagem elevada que só deve arrefecer quando o caixa do IPO da Compass entrar no balanço do 2T.
Já a Viveo cortou perdas, mas ainda mostrou prejuízo de R$ 57 mi, refletindo o custo da Selic alta; e a Trisul teve lucro 34% menor, com margem bruta comprimida para 30,4%. Ambas caíam mais de 6%, indicando que o ciclo de cortes de juros, embora iniciado, ainda não se traduz em alívio suficiente para seus fluxos de caixa.
Por que a gangorra de preços pode continuar
Analistas lembram que o cenário macro combina Selic em trajetória cadente, mas ainda elevada, com inflação de serviços resiliente. Isso tende a favorecer utilities reguladas — caso da Light, que pode ganhar fôlego com a revisão tarifária de 2027 — e manter pressão sobre empresas alavancadas ou expostas a custos de construção e saúde.
Além disso, a dinâmica global segue volátil: as expectativas para cortes de juros nos EUA e o ritmo da economia chinesa podem reprecificar commodities e impactar setores como açúcar-etanol (Cosan) e agronegócio (Vittia e 3Tentos).
O que você acha? O rali da Light é sustentável ou um suspiro pontual antes da revisão tarifária? Para acompanhar análises diárias do mercado, visite nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Shutterstock