Ciclo de corte na Selic, energia cara e demanda global formam combinação rara
UBS – Em relatório divulgado recentemente, o banco suíço classificou o Brasil como o emergente “mais resiliente” diante da disparada dos preços de energia, sustentado pelo peso das commodities na balança comercial e por fundamentos internos robustos.
- Em resumo: exportações recordes de petróleo, minério e grãos viram hedge natural contra choques externos.
Energia mais cara premia quem vende petróleo e minério
Segundo o UBS, a escalada do barril de petróleo e de metais básicos garante fluxo de caixa à Petrobras, Vale e agronegócio, enquanto países importadores sofrem pressão inflacionária. A casa reforça que exportadores líquidos “protegem câmbio e lucros corporativos” num ambiente de energia cara, como destacou a Reuters.
“Em um cenário de preços de energia elevados por mais tempo, exportadores de commodities como o Brasil tendem a mostrar a maior resiliência”, diz o relatório.
Por que o real deve seguir fortalecido e o Ibovespa atrai estrangeiros
Além do superávit comercial, o início do ciclo de afrouxamento monetário reduz o custo de capital, alimenta consumo interno e favorece ações de setores cíclicos. Historicamente, o real se aprecia quando o diferencial de juros permanece alto frente a pares latino-americanos, reforçando a atratividade de renda fixa local.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS