Pressão fiscal cresce com envelhecimento e ameaça contas públicas
Governo Federal – A LDO de 2027, enviada recentemente ao Congresso, acendeu o alerta: o rápido envelhecimento da população pode levar o déficit do INSS a 10,41% do PIB em 2100, além de exigir R$ 121 bilhões adicionais para o SUS até 2036.
- Em resumo: Menos jovens financiando mais aposentados e idosos pressionará Previdência e Saúde, enquanto Educação perde R$ 30,2 bi de demanda.
Previdência: rombo quadruplica mesmo após reforma de 2019
Segundo a LDO, o desequilíbrio previdenciário sobe de 2,49% do PIB em 2026 (R$ 338 bilhões) para 10,41% em 2100 (R$ 28,44 trilhões). A relação de sustentação despenca: em 2060 haverá apenas 1,6 contribuinte entre 16 e 59 anos para cada brasileiro acima de 60. Especialistas já falam em nova rodada de ajustes, ecoando alertas divulgados pela agência Reuters.
“O Brasil ainda é jovem, mas a queda de fecundidade e o aumento da longevidade promoverão um choque previdenciário se nada for feito”, ressalta o texto da LDO 2027.
Saúde e Educação trocam de lugar no orçamento
A fatia de idosos – que o IBGE já projeta superar 30% da população em 2060 – eleva a procura por atendimento de alta complexidade. O governo calcula que o SUS precisará de R$ 121 bilhões extras em 12 anos, valor equivalente a quase dois anos de gasto federal com Farmácia Popular. Em contrapartida, a menor matrícula escolar libera R$ 30,2 bilhões, deslocando recursos da Educação para outras áreas.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Anhanguera