Bancos recuam em bloco e tensão geopolítica sacode pregão
Ibovespa – Na última segunda-feira (11), o principal índice da B3 afundou 1,19%, para 181.908,87 pontos, pressionado por retirada maciça de capital dos grandes bancos e pela escalada do conflito no Oriente Médio, fator que manteve o investidor no modo defensivo.
- Em resumo: Saída de R$ 1,5 bilhão em Itaú (ITUB4) desencadeia correção que devolve o índice ao patamar de 181,9 mil pontos.
Itaú desencadeia efeito dominó nas blue chips
O papel ITUB4 tombou 2,25%, a R$ 40,33, liderando 61,9 mil negócios e puxando Santander, Bradesco e Banco do Brasil para o negativo. A forte rotação ocorreu mesmo após balanços considerados sólidos, mostrando que o foco recaiu sobre risco externo e aversão global, conforme levantamento da Reuters.
Itaú registrou retirada líquida de R$ 1,5 bilhão em um único dia, o maior fluxo vendedor do setor bancário em 2026 até agora.
Inflação em alta e Selic mantida travam apetite ao risco
Além da correção bancária, o Boletim Focus elevou pela nona semana a projeção do IPCA de 2026 para 4,91%, acima do teto de 4,5% definido pelo Banco Central. As estimativas para a Selic seguem ancoradas em 13% no mesmo período, o que limita espaço para valorização de ações cíclicas.
No câmbio, o dólar à vista recuou 0,05%, a R$ 4,8914, amparado pelo fluxo de exportadoras como Vale (+2,41%) e Petrobras (+1,66%), que surfaram a alta de minério e petróleo. Ainda assim, qualquer escalada militar próxima ao Estreito de Ormuz pode inverter o vetor, pressionando commodities e inflação – cenário que o mercado monitora de perto.
O que você acha? A correção do Ibovespa abre oportunidade ou sinaliza cautela prolongada? Para análises diárias do Mercado Financeiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3