Corte de juros e plataformas digitais jogam luz nos fundos imobiliários
XP – Referência em distribuição de investimentos, a corretora surge no centro da escalada que levou o patrimônio dos fundos imobiliários de R$ 32 bilhões em 2018 para R$ 73 bilhões em 2026, mudando o apetite de renda do investidor brasileiro.
- Em resumo: indústria de FIIs mais que dobrou em oito anos, turbinada pela Selic em queda e pelo avanço das plataformas abertas.
Da vitrine ao bolso: o efeito XP nos maiores FIIs
A gestora reúne pesos-pesados como MXRF11, XPML11 e XPLG11, que saltaram de poucas dezenas de milhares para mais de 2,4 milhões de cotistas somados. Segundo levantamento da Economatica citado pelo InfoMoney, o patrimônio líquido do segmento quadruplicou desde o ciclo de afrouxamento monetário iniciado em 2016.
Entre 2019 e 2021, período de Selic mínima histórica, o número de investidores no MXRF11 explodiu de 53 mil para 416 mil – marco que evidenciou a migração do poupador para produtos de renda mensal.
Contexto macro: Selic, e-commerce e diversificação setorial
Com a taxa básica de juros recuando de 14,25% em 2016 para 2% ao ano em 2020, o rendimento da renda fixa perdeu brilho e abriu espaço para tijolo e CRIs. Paralelamente, a expansão do e-commerce empurrou a demanda por galpões, catapultando os FIIs logísticos de R$ 1,2 bi para R$ 5,7 bi no período, de acordo com dados da Bloomberg.
Especialistas projetam que, caso a Selic permaneça em um dígito, o mercado pode ganhar outros 400 mil cotistas até 2026, elevando a liquidez e atraindo gestores mais profissionais. Esse amadurecimento exige estruturas robustas de análise de risco imobiliário, acompanhamento de obras e gestão ativa de contratos – tarefas que, segundo executivos da XP, diferenciam fundos escaláveis de veículos de nicho.
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