Escalada de preços reacende temor de juros longos e corrige ações
Ibovespa – Pressionado pela leitura de que a inflação ganhou fôlego, o principal índice da B3 recuou 0,86% para 180.342 pontos, mínima desde 20 de março, elevando as perdas de maio para 3,72% e levantando dúvidas sobre a continuidade do ciclo de corte da Selic.
- Em resumo: choque de combustíveis nos EUA e repique de alimentos no Brasil derrubaram 58 das 79 ações da carteira.
Choque de preços nos EUA contamina o humor global
O núcleo do CPI avançou acima do esperado e, segundo análise da Reuters, 40% da alta veio de energia. A gasolina já soma salto de 28,4% em 2026, sinalizando que o Federal Reserve pode voltar a subir juros ainda este ano.
O giro financeiro saltou para R$ 22 bi, 22% acima da média de 12 meses – reflexo direto da aversão ao risco.
Repique local: combustíveis, frete e IPCA sob o radar
No Brasil, o núcleo de energia ficou contido, mas analistas lembram que o Brent acima de US$ 100 só aparecerá nos dados do 2º tri. O boletim Focus já projeta IPCA de 4,91% para 2026, acima do teto da meta, enquanto os DIs para jan/27 bateram 14,13% ao ano. Esse cenário pressiona a Selic a ficar elevada por mais tempo, ajustando o prêmio de risco dos títulos públicos.
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Crédito da imagem: Getty Images / Valor Investe