Fosfato amarelo-limão desafia lapidadores e atrai capital de colecionadores
Brasilianita — descoberta em 1944 na região de Conselheiro Pena (MG), a gema amarelo-esverdeada voltou a acender alertas no mercado de minerais raros após recentes leilões internacionais que elevaram seu status de peça científica a ativo de luxo.
- Em resumo: oferta quase extinta nas minas mineiras faz o preço da pedra disparar entre colecionadores.
Raridade geológica que ofusca o topázio imperial
Quimicamente classificada como NaAl3(PO4)2(OH)4, a brasilianita é um dos poucos fosfatos transparentes em qualidade gemológica. Relatório do Serviço Geológico do Brasil confirma que os cristais mais perfeitos saíram direto para museus estrangeiros, evidenciando o déficit de oferta doméstica.
“Cristais inteiros e sem fraturas são tão raros que valem mais brutos do que lapidados”, aponta o levantamento do CPRM.
Como a escassez impulsiona novas fronteiras de investimento
Num cenário em que o dólar se mantém acima de R$ 5, ativos portáteis e dolarizados ganham apelo como hedge patrimonial. Gemas de coleção, segundo análise da Forbes, registram prêmios de até 20% ao ano em leilões de Londres a Hong Kong. Para a brasilianita, a combinação de clivagem delicada (dureza 5,5 na escala Mohs) e jazidas praticamente esgotadas em Minas Gerais cria uma tempestade perfeita de valorização.
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