Revolução tecnológica pode baratear serviços essenciais e mexer no emprego
OpenAI – protagonista da atual corrida por inteligência artificial – virou referência indireta no debate aceso por Steven Pinker, que, em painel na São Paulo Innovation Week, avaliou que a disrupção em curso tende a pesar mais a favor da produtividade do que contra o mercado de trabalho.
- Em resumo: Pinker aposta que ganhos de eficiência, saúde e energia superarão possíveis cortes de vagas.
Por que o saldo deve ficar no azul para a sociedade
Para o psicólogo canadense, o temor de uma “IA dominadora” se apoia em cenários improváveis. Ele lembra que, historicamente, ondas de automação realocaram postos, mas também abriram novos nichos. Dados recentes da Reuters sobre investimento corporativo apontam que empresas listadas em Bolsa aumentaram em 18% os aportes em projetos de machine learning nos últimos quatro anos, sinal de confiança no retorno econômico.
“Se eu tivesse que apostar, diria que as vantagens vão superar as desvantagens”, resumiu o autor de Iluminismo Agora.
Impacto no bolso: energia, moradia e saúde mais baratas
Pinker projeta cortes de custos em cadeias fundamentais: inspeções de redes elétricas com drones autônomos, robôs em obras que aceleram a entrega de habitações populares e diagnósticos médicos preditivos que reduzem filas hospitalares. Segundo levantamento da Agência Internacional de Energia, soluções baseadas em IA já economizaram 4% no consumo global de eletricidade em 2023, sinalizando alívio futuro na conta de luz.
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Crédito da imagem: Divulgação / São Paulo Innovation Week