Escassez de especialistas acende sinal de alerta para novas intervenções bancárias
Banco Central – Em audiência na CAE do Senado em 19/5, a autarquia revelou que já liquidou 13 instituições desde o ano passado e agora não encontra profissionais suficientes para comandar novos processos de liquidação, elevando a tensão sobre a segurança do dinheiro dos correntistas e sobre a confiança dos investidores.
- Em resumo: 13 liquidações ligadas ao caso Banco Master exaurem o quadro de liquidantes do BC.
Caso Master pressiona a linha de defesa do regulador
A ofensiva parlamentar girou em torno do crescimento acelerado do Banco Master e do uso de captações cobertas pelo FGC. O presidente Gabriel Galípolo frisou que o mandato do BC é “preservar a instituição até o último momento”, evitando efeito dominó no sistema financeiro. Segundo levantamento da Reuters, o estoque de depósitos garantidos disparou 22% em 12 meses, o que amplia o risco de descasamento entre ativos e passivos.
“Estamos com dificuldade de encontrar novos liquidantes, de tantas instituições que nós liquidamos de 2025 para cá”, declarou Galípolo aos senadores.
Legislação de 1975 limita ferramentas de resolução
Apesar da proliferação de bancos digitais e fintechs, o BC ainda opera com normas de resolução criadas há quase meio século. O PLP 281, que moderniza esse arcabouço, segue parado na Câmara dos Deputados. Enquanto isso, reguladores dos EUA e da Europa dispunham de instrumentos mais ágeis para intervir em crises recentes, como Silicon Valley Bank e Credit Suisse.
O cenário torna-se ainda mais complexo com a taxa Selic em 10,75% ao ano — patamar que pressiona margens de instituições menores — e com o Pix rodando 24/7, exigindo supervisão contínua. Além disso, o BC perdeu entre 1,2 mil e 1,3 mil servidores na última década e projeta cerca de 100 aposentadorias somente na área de supervisão em 2026, esvaziando sua capacidade operacional.
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Crédito da imagem: Reprodução / Banco Central