Hiperconectividade perde fôlego e reabre a porta para experiências offline de alto valor
Janela — O espaço de eventos paulistano, localizado em Pinheiros, tem sido palco de ações que recolocam o contato físico no centro das estratégias de marca, movimento que vem ganhando força após a recente saturação digital.
- Em resumo: Empresas voltam a apostar em experiências presenciais flexíveis para gerar vínculo e ampliar retorno de mídia espontânea.
Flexibilidade arquitetônica vira ativo de marketing
Com pé-direito alto, tijolos aparentes e módulos que se “dobram” conforme o briefing, o Janela foi concebido como tela em branco de alto padrão. A lógica lembra o conceito “plug and play” das lojas pop-up, tendência que já movimenta US$ 80 bilhões no varejo global, segundo levantamento da Exame.
“A marca pode envelopar 100% do ambiente em poucas horas, transformando o salão num cenário exclusivo”, destaca Pedro Coutinho, curador de design do espaço.
Por que isto mexe no bolso das empresas
Em meio a cortes de 12% nos budgets de mídia digital reportados por grandes anunciantes em 2023, ações presenciais ressurgem como alternativa para elevar engajamento orgânico e reduzir dependência de plataformas pagas. Especialistas estimam que eventos imersivos entregam até duas vezes mais tempo médio de exposição que campanhas online tradicionais.
No front macro, o retorno da inflação ao centro da meta libera consumo de serviços — restaurantes, turismo e eventos corporativos cresceram 6,8% no último trimestre, segundo IBGE. Esse avanço cria terreno fértil para projetos como o Janela, capaz de acomodar de 100 a 250 convidados com ativações gastronômicas e coquetelaria autoral.
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Crédito da imagem: Divulgação / Janela