Fundo agrícola mira irrigação para manter avanço frente ao CDI
SNAG11 – O fiagro da Suno Asset voltou aos holofotes recentemente, após entregar rendimento acumulado de 79,9% e levantar R$ 301,4 milhões em sua quinta oferta, valor que superou a previsão inicial em cerca de R$ 100 milhões.
- Em resumo: Rentabilidade de 79,9% e patrimônio próximo de R$ 928 milhões elevam a atratividade do papel.
Captação surpreende e amplia liquidez na B3
Em abril, o SNAG11 movimentou R$ 4,27 milhões por dia, representando 10,5% do giro dos dez maiores fiagros. A nova safra recorde de soja projetada pela Abiove alimenta a confiança do mercado, reforçando a demanda por crédito rural. Segundo dados da Reuters, o processamento de soja pode atingir 62,5 milhões de toneladas em 2026, o maior patamar histórico.
A base de cotistas do fundo saltou para 130 mil investidores, enquanto 39,2% dos recursos frescos serão direcionados a projetos de irrigação, pilar considerado crucial para elevar a produtividade agrícola.
Recorde de soja reforça ciclo positivo do agronegócio
O momento coincide com juros reais ainda elevados, o que mantém o apetite por papéis indexados ao CDI. A projeção de produção de 180,1 milhões de toneladas de soja sustenta a necessidade de financiamento logístico e de armazenagem, áreas em que o SNAG11 possui posição relevante. Historicamente, esses gargalos reduziram a competitividade do grão brasileiro; agora, o fundo busca capitalizar esse vácuo, servindo de ponte entre produtores e mercado de capitais.
Além disso, a perspectiva de novos cortes graduais na Selic pode aumentar o valor presente dos fluxos futuros distribuídos pelo fiagro, favorecendo uma reprecificação das cotas na B3. Analistas destacam que o rendimento mensal de R$ 0,12 por cota (yield anualizado de 14,24%) oferece prêmio de cerca de 200 pontos-base sobre o CDI, com inadimplência zero – condição rara num cenário de crédito mais seletivo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Suno Asset