Em plena alta do consumo fora do lar, marca de Londrina mira 40 unidades e receita recorde
Amiste Café – A rede fundada em 2001 pelos irmãos André e Daniel Malamud transformou o aluguel caseiro de máquinas de café, iniciado com R$ 15 mil emprestados, em um negócio que faturou R$ 56 milhões em 2025. Agora, com o lançamento de microfranquias de R$ 90 mil, a meta é alcançar R$ 80 milhões e 40 unidades já em 2026, mesmo em um cenário de crédito ainda caro para pequenos investidores.
- Em resumo: capital de entrada cai de R$ 700 mil para R$ 90 mil, mirando cidades a partir de 50 mil habitantes.
Modelo enxuto reduz barreira de entrada e amplia presença regional
Enquanto o formato tradicional exige R$ 700 mil e estrutura física robusta, a nova operação home-based de R$ 90 mil replica tendência verificada no setor, que registrou avanço de dois dígitos em microfranquias no último ano, segundo dados do Valor Econômico.
Do faturamento atual, 40% vêm do aluguel de máquinas de café expresso, multibebidas e coado; os outros 60% são gerados pela venda de cerca de 40 SKUs de insumos, como grãos, xaropes e caldas.
Demanda por café cresce apesar da Selic elevada
Mesmo com a taxa Selic acima de 10% ao ano e crédito corporativo mais seletivo, o consumo nacional de café fora do lar cresceu 20% em quatro anos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café. Esse apetite sustenta a estratégia da Amiste Café de avançar para capitais do Norte e Nordeste, onde a penetração de vending machines ainda é baixa. Além disso, tarifas de importação estáveis mantêm competitivos os equipamentos italianos utilizados pela rede.
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Crédito da imagem: Divulgação / Amiste Café