Fraudes crescentes ameaçam margens de bancos digitais e fintechs
Banco Central (BC) – O avanço meteórico do Pix e das carteiras digitais elevou o volume de transações, mas também multiplicou as brechas para fraudes, que já consomem milhões de dólares das instituições, pressionando lucros e confiança do mercado.
- Em resumo: cada violação de dados custa, em média, US$ 4,45 milhões, segundo a IBM.
Custo por falha de segurança dispara e destrói valor
O relatório “Cost of a Data Breach”, da IBM, calculou o custo médio global de US$ 4,45 milhões por incidente em 2023, o maior da série histórica. Ao mesmo tempo, levantamento da Accenture mostra que bancos e fintechs lideram o ranking de alvos dos criminosos digitais, realidade que o BC já sente na prática desde a popularização do Pix.
“O risco é imediato, financeiro e, muitas vezes, irreversível em meios de pagamento instantâneos”, alerta o estudo da Accenture citado no texto original.
Pix vira alvo preferencial; valuation já embute resiliência cibernética
Com 150 milhões de usuários cadastrados, o Pix responde por mais da metade das transações eletrônicas no País. A exposição é potencializada pelo uso crescente de open APIs, peça-chave do Open Finance e do futuro Real Digital. Analistas da PwC já observam prêmios ou descontos de até 5% no valuation de empresas de meios de pagamento conforme sua maturidade em segurança, tendência que deve se acentuar à medida que o Banco Central endurece regras de continuidade operacional.
No curto prazo, especialistas veem impacto direto nos custos: além do gasto com mitigação de incidentes, companhias passaram a elevar em 10% a 15% o orçamento de TI só para adequação às novas normas de ciber-resiliência. No médio prazo, a capacidade de resposta rápida ganha status de diferencial competitivo, sobretudo em um cenário de juros ainda elevados, que já comprimem margens das fintechs em fase de expansão.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canva