Futuro do barril perde força enquanto mercado aposta em reabertura do Estreito de Ormuz
Petróleo Brent — Às 19h27 (UTC-3), o barril era negociado a US$ 98,36, queda de 1,95%, enquanto o WTI despencava 4,71%. A perspectiva de um acordo de princípio entre Estados Unidos e Irã deflagrou uma corrida por risco nos índices de Nova York e renovou a aposta de que a inflação global pode recuar mais rápido do que o previsto.
- Em resumo: alívio no Oriente Médio pressiona o petróleo e eleva Nasdaq 100 em 0,72%.
Trégua geopolítica reanima Wall Street
Reportagem do The New York Times revelou que Washington e Teerã estariam perto de selar um pacto que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e a redução do estoque de urânio iraniano. Na esteira da notícia, o Dow Jones futuro subiu 0,45%, o S&P 500 avançou 0,51% e o Nasdaq 100 encostou em 29.772 pontos. Analistas ouvidos pela Reuters lembram que cerca de 20% do comércio marítimo de petróleo cru passa diariamente pelo corredor, o que explica a reação explosiva dos preços.
“Se o fluxo pelo Ormuz voltar ao normal, o choque de oferta some e o Fed ganha margem para cortes de juros ainda em 2024”, avaliou Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.
Impacto sobre inflação e juros nos EUA
A energia responde por quase um terço do índice de preços ao consumidor americano. Desde a disparada ocasionada pela guerra Rússia-Ucrânia, o Brent chegou a tocar US$ 120 em 2022. Agora, com o barril abaixo de US$ 100, o mercado volta a discutir a primeira flexibilização monetária após 11 elevações que levaram a taxa-básica para 5,25%–5,50% ao ano.
Para investidores brasileiros, o movimento pode derrubar o dólar e reaquecer fluxos para mercados emergentes, fortalecendo alocações em commodities e pequenas caps locais.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS