Feriado em Wall Street esvazia pregão e real se fortalece
Ibovespa – Na última segunda-feira (25), o principal índice da B3 fechou em alta de 0,91%, aos 177.815 pontos, mesmo com o menor volume financeiro desde 19 de janeiro. O giro enxuto refletiu o Memorial Day nos Estados Unidos, que manteve Wall Street fora do jogo e reduziu drasticamente o fluxo estrangeiro.
- Em resumo: bancos dispararam até 3,4%, enquanto Petrobras recuou 2,4% acompanhando o petróleo.
Bancos seguram o índice; Petrobras sente queda de 7% no Brent
BBAS3 (+3,39%), BBDC4 (+2,55%) e ITUB4 (+2,26%) concentraram a compra de grandes gestores, compensando o tombo das petroleiras. O Brent afundou quase 7% após sinais de avanço diplomático entre EUA e Irã, suscetíveis a reabrir o Estreito de Ormuz e aumentar a oferta global.
Segundo a B3, o pregão moveu apenas R$ 14,5 bilhões – menos da metade de um dia usual – destacando a dependência do capital estrangeiro para liquidez local.
Focus projeta inflação maior e juros futuros recuam na contramão
Apesar de o Boletim Focus elevar pela 11ª vez a estimativa do IPCA para 2026 (de 4,92% para 5,04%), a curva de DIs cedeu até 18 pontos-base. O motivo: o dólar deslizou 0,19%, para R$ 5,019, aliviando apostas em aperto adicional da Selic. Historicamente, cada recuo de 1% na moeda implica queda próxima a 0,10 p.p. nas expectativas de inflação, segundo série do Banco Central.
Analistas lembram que maio ainda acumula queda de 5% no Ibovespa, prejudicado por incertezas fiscais. Caso o acordo EUA-Irã destrave o mercado de petróleo, o alívio nos combustíveis pode dar fôlego extra ao consumo doméstico — o que ajudaria a atenuar o impacto da Selic real em torno de 7%, uma das mais altas do G20.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3