Eco Invest quer dinheiro externo, mas não abre mão da “chave do cofre” verde
Ministério da Fazenda – Na última segunda-feira (25), a pasta avisou que investidores internacionais são bem-vindos no setor de terras raras, desde que aceitem a regra de ouro: os minerais críticos continuam sob domínio nacional, condição decisiva para quem aposta na corrida global por baterias e carros elétricos.
- Em resumo: Governo promete segurança jurídica, mas veta perda de controle sobre cadeias de alto valor agregado.
Por que o 5º leilão do Eco Invest é o teste de fogo
Lançado em São Paulo, o novo pregão do programa do Tesouro pretende destravar capital para fertilizantes verdes, combustíveis avançados e, principalmente, beneficiamento de minerais estratégicos. Segundo dados compilados pela Reuters, a demanda global por nióbio, lítio e terras raras pode dobrar até 2030, o que põe o Brasil no radar de fundos soberanos e gigantes de tecnologia.
“Os minerais críticos são propriedade do povo brasileiro, da União”, reforçou o ministro Dario Durigan, ao defender que o País não repita o modelo de exportar apenas matéria-prima bruta.
Contexto internacional pressiona por novas fontes fora da Ásia
A decisão ocorre num momento em que Estados Unidos e União Europeia correm para reduzir a dependência da China, hoje responsável por mais de 60% do refino mundial de terras raras. Ao exigir que parte do processamento ocorra em território nacional, Brasília se alinha a políticas recentes de países como Austrália e Canadá, que também condicionam incentivos fiscais à agregação de valor local. Esse movimento pode gerar empregos qualificados, estimular universidades a desenvolver tecnologias de extração limpa e melhorar a balança comercial de produtos de alto teor tecnológico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda