Venda da estatal de água de Minas esquenta corrida de gigantes do saneamento
Copasa – A disputa pela companhia mineira entra na reta final com propostas da Equatorial Energia e de um consórcio formado por sócios da Aegea. O vencedor será conhecido na próxima quarta-feira, 27 de março, quando os envelopes serão abertos em sessão pública na B3, abrindo caminho para um negócio potencialmente bilionário e capaz de remodelar o mapa do saneamento nacional.
- Em resumo: Equatorial e consórcio ligado à Aegea oficializam ofertas e aguardam abertura dos lances em 27/3.
Do Marco Legal ao interesse agressivo: por que a Copasa virou alvo
Desde a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento, companhias privadas têm acelerado aquisições para cumprir a meta de universalização até 2033. A Copasa atende mais de 11 milhões de habitantes em Minas Gerais e opera 640 municípios, tornando-se um dos últimos grandes ativos remanescentes na mão de um estado. Segundo dados compilados pela Reuters, a privatização pode atrair investimentos de longo prazo superiores a dezenas de bilhões de reais ao Estado.
“O ganhador da privatização será revelado em 27 de março, quando os envelopes serão abertos”, aponta o cronograma oficial divulgado pela Copasa.
Impacto no caixa de Minas e no valuation das concorrentes
Para o governo de Romeu Zema, a venda é estratégica: alívio nas contas públicas e recursos para infraestrutura. Analistas veem o movimento como gatilho para uma nova rodada de consolidação, elevando o valuation de pares listados na B3 e pressionando estatais que ainda resistem à desestatização. Caso a Equatorial leve o ativo, amplia-se a diversificação do grupo – que já abarcou distribuidoras de energia no Pará, Maranhão e Rio Grande do Sul –, enquanto a Aegea reforçaria sua liderança no setor de água e esgoto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Copasa