Discurso a formandos mostra como contrariar o óbvio pode criar gigantes de tecnologia
Apple – Em fala recente a graduandos da Grand Valley State University (EUA), Steve Wozniak contou que fundou a empresa apenas para construir o “computador pessoal dos sonhos” e conquistar respeito entre engenheiros. Décadas depois, a companhia vale cerca de US$ 4,5 trilhões, evidenciando como a inovação guiada por propósito pode gerar valor exponencial.
- Em resumo: Wozniak rejeitou foco financeiro; buscava reconhecimento técnico – e acabou cofundando a empresa mais valiosa do planeta.
Rejeição da HP abriu caminho para a revolução dos PCs
Antes de 1976, Wozniak trabalhava na Hewlett-Packard. Seu projeto de computador acessível foi recusado cinco vezes pelos executivos, empurrando-o para fora da companhia e para uma parceria com Steve Jobs e Ronald Wayne. Anos depois, a Apple lançaria o Apple II e redefiniria o mercado, segundo levantamento da Reuters sobre o impacto financeiro da empresa.
“Quando você experimenta coisas novas, elas não precisam ser necessariamente por dinheiro”, afirmou o engenheiro no evento universitário.
Propósito antes do lucro: lição que ancora startups e investidores
No Brasil, a mensagem soa familiar: Nubank, 99 e outras unicórnios nasceram resolvendo problemas específicos antes de atrair capital de risco. Em meio a um PIB que cresce abaixo de 2 %, histórias de fundadores focados em entregar valor — não apenas captar — tendem a receber mais atenção regulatória e de mercado.
O que você acha? Ideias movidas por paixão ainda são a melhor rota para criar valor financeiro? Para mais análises sobre inovação e negócios, visite nossa editoria de Negócios.
Crédito da imagem: Divulgação / Apple