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Investimentos

Treasury a 5,19% em 19/05/2026 acende alerta para renda fixa

Última atualização: 05/27/2026 12:15 pm
Lucas Cezário
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Custos, câmbio e impostos viram o jogo contra o investidor brasileiro

Treasury dos EUA – O rendimento de 5,1969% registrado em 19/05/2026 parece irresistível, mas a conta final mostra que, depois de tributos e variação cambial, o bolso do investidor local ainda ganha mais deixando o dinheiro em títulos públicos do Brasil.

Índice de Conteúdos
  • Custos, câmbio e impostos viram o jogo contra o investidor brasileiro
  • Simulação desmonta o “efeito dólar forte”
  • Por que o prêmio brasileiro continua imbatível
  • Em resumo: Simulação de R$ 10 mil por 5 anos indica rentabilidade líquida maior no Tesouro Selic, mesmo no cenário otimista para o dólar.

Simulação desmonta o “efeito dólar forte”

O estudo do Insper comparou um US Treasury Bond de 30 anos, mantido por 5 anos, a um Tesouro Selic. Mesmo assumindo dólar 20% mais caro, o americano entrega US$ 2.284,91 líquidos, contra US$ 2.871,15 do título brasileiro. A diferença se amplia quando o câmbio fica estável ou o real se valoriza.

Segundo dados compilados pela Reuters, a alta do rendimento ocorreu em meio a incertezas sobre a nova gestão do Federal Reserve.

“Mesmo com yields elevados nos EUA, o retorno líquido tende a ser inferior em termos reais, a menos que o dólar dispare ou os juros americanos caiam forte”, observa Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos.

Por que o prêmio brasileiro continua imbatível

Com a Selic em 14,5% e inflação (IPCA) acumulada de 4,39%, o juro real brasileiro ronda 10% ao ano – um dos maiores do mundo. Esse diferencial compensa o risco país e supera, com sobra, o Treasury de 5,2% ao ano, ainda que em moeda forte.

Além do câmbio, o investidor arca com IOF de 1,1% na remessa, spread bancário que pode chegar a 3 p.p. e Imposto de Renda de 15% sobre o ganho de capital. Já o Tesouro Direto segue tabela regressiva, chegando aos mesmos 15% após dois anos, porém sem custo cambial.

No front internacional, o term premium dos Treasuries subiu para 0,8 p.p., refletindo temores de flexibilização monetária pelo novo presidente do Fed, Kevin Warsh, em meio a inflação pressionada pelo choque de petróleo no Irã. Essa incerteza mantém a curva longa americana acima de 5% – e o Brasil sob pressão via câmbio e juros futuros.

O que você acha? Vale pagar câmbio e tributos por 5,2% em dólar ou manter a reserva no Tesouro Selic de dois dígitos reais? Para mais análises de rendimento e estratégias de carteira, acesse nossa editoria de Investimentos.


Crédito da imagem: Divulgação / Tesouro dos EUA

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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