Indicadores podem realinhar apostas sobre juros do Fed e Selic
Departamento de Comércio dos EUA – Às 9h55 (horário de Brasília), saem o Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal (PCE) de abril e a terceira leitura do PIB do 1º trimestre. Os números são decisivos para o custo de financiamento global e para a trajetória da Selic, que já pressiona o bolso de empresas e famílias brasileiras.
- Em resumo: Mercado projeta PCE a 0,5% no mês e PIB a 2,0% no trimestre, enquanto o Brasil estima criação de 230 mil vagas formais.
EUA: inflação e crescimento na mira do Federal Reserve
Os dados de inflação PCE, métrica favorita do Fed, ganham peso extra em meio a tensões no Oriente Médio e ao avanço dos preços de energia. Caso a alta confirme os 3,8% anuais esperados, a autoridade monetária pode adiar cortes de juros, prolongando a pressão sobre Treasuries e, por tabela, sobre o câmbio emergente, de acordo com análise da Reuters.
Projeções apontam que cada 0,1 p.p. adicional no PCE retira até US$ 40 bilhões de valor das bolsas globais, segundo cálculos do Bank of America.
Brasil: emprego formal e contas públicas testam o apetite ao risco
No mesmo dia, o Ministério do Trabalho divulga o Caged de abril e o IBGE informa a taxa de desemprego, estimada em 5,9%. Um resultado acima do previsto ampliaria o debate sobre a desaceleração da economia e colocaria em xeque novas quedas da Selic ainda em 2026. Além disso, o Tesouro publica o balanço do governo central; a expectativa de superávit de R$ 24,2 bilhões é crucial para manter o prêmio de risco em patamares comportados.
Historicamente, surpresas positivas no mercado de trabalho aceleram o fluxo para a renda variável local, enquanto déficits fiscais tendem a encarecer a curva de juros futuros, reduzindo o espaço para financiamentos corporativos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg