Efeito cascata: fuga de capital e inflação teimam em subir
MAG Investimentos — A gestora avaliou recentemente que a taxa Selic deve permanecer em 14% até o fim de 2026, o que desvia recursos para a renda fixa, encarece a rolagem da dívida pública e antecipa um debate fiscal mais duro às vésperas das eleições.
- Em resumo: juro alto segura investimentos e acirra a cobrança por ajuste fiscal.
Investidor migra para renda fixa e bolsa sente o baque
Com um retorno nominal de 14,5% ao ano sem risco de crédito, institucionais e estrangeiros desmontam posições em ações e reforçam o caixa em títulos públicos, movimento também mapeado pela Reuters.
“Juros altos é uma infelicidade para o país”, alerta Claudio Pires, sócio-diretor da MAG, ao justificar o recuo no nível de investimento produtivo.
Consumo forte retarda queda do PIB, mas inflação preocupa
Mesmo com o crédito caro, a casa projeta crescimento próximo de 2% graças ao emprego aquecido e a programas de liquidez como Desenrola e a isenção do IR até R$ 5 mil. O problema é que essa demanda extra não vira poupança e pressiona o IPCA, estimado em 5% ao fim do ano — bem acima do centro da meta.
O que você acha? A Selic estacionada em dois dígitos é sustentável ou o ajuste fiscal não pode mais esperar? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Ilustração de taxas de juros / Shutterstock