Dívidas de cartão e cheque especial entram no pacote
Ministério da Fazenda — A nova etapa do Desenrola 2.0 permite, desde 25 de maio, que trabalhadores usem parte do FGTS para zerar débitos vencidos, oferecendo abatimentos de até 90% e taxa máxima de 1,99% ao mês.
- Em resumo: até 20% do saldo ou R$ 1 mil (o que for maior) podem ser sacados exclusivamente para pagar dívidas entre 91 e 720 dias de atraso.
Como liberar até R$ 1 mil do FGTS
O processo começa no aplicativo FGTS: o usuário autoriza bancos a consultarem o saldo por até 90 dias. Depois, negocia a adesão diretamente na instituição credora. Segundo levantamento do Valor Econômico, a medida tranca temporariamente futuros saques-aniversário até que o montante utilizado seja recomposto.
Estimativa oficial projeta injeção de R$ 8,2 bilhões do fundo na economia, fomentando a redução da inadimplência de 7,8 milhões de brasileiros.
Por que o programa pode injetar R$ 8,2 bi na economia
Com a Selic ainda em dois dígitos e a inadimplência das famílias acima de 28%, segundo dados do Banco Central, a liberação do FGTS funciona como amortecedor de curto prazo: reduz o estoque de dívidas caras (cartão, cheque especial e CDC) e devolve poder de consumo às famílias em ano de desaceleração do PIB. A experiência anterior, em 2023, mostrou que cada R$ 1 pago em atrasos gerou até R$ 0,30 em novas compras nos trimestres seguintes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda