Streaming e redes sociais viram nova plateia do Grupo Silvio Santos
Grupo Silvio Santos – Depois que a regra de 2012 classificou a publicidade infantil como prática abusiva, o SBT tirou desenhos do ar e viu uma fatia relevante de receita evaporar. Agora, a emissora aposta no público que consome conteúdo direto no smartphone para recuperar fôlego financeiro e proteger sua participação no bolo publicitário.
- Em resumo: sem anúncios para crianças na TV, o SBT acelera a migração de seus formatos clássicos para plataformas móveis.
Da tela da televisão ao feed vertical: por que o SBT não tem escolha
A verba publicitária migra, ano a ano, para canais digitais. Segundo estimativa da Reuters, as grandes marcas destinam hoje mais de 70% do orçamento de mídia à internet no Brasil. Permanecer restrito ao sinal aberto, portanto, significaria perder competitividade num mercado que já opera com margens apertadas.
Desde 2012, as emissoras abertas reduziram drasticamente a grade infantil; sem merchandising dirigido a crianças, o faturamento desse nicho praticamente zerou, empurrando os grupos a buscar novas alavancas de receita no digital.
Impacto financeiro: diversificar conteúdo para salvar o caixa
Analistas de mídia apontam que o custo de distribuição via apps e redes sociais é menor que o da TV convencional, o que ajuda a preservar a margem do SBT. Além disso, produtos licenciados e acordos com streamers podem criar fontes de renda recorrentes – estratégia já adotada por rivais como Globo e Band.
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Crédito da imagem: Divulgação / SBT