Cotidiano operário vira case de vendas e mexe com o mercado de influência
Magazine Luiza – A varejista enxergou, na última Black Friday, um impulso raro: vídeos do influenciador Sandro Souza, 29, renderam recorde de conversões quando o baiano encarnou um “funcionário” da loja, reforçando a conexão com 3,7 milhões de seguidores.
- Em resumo: Bordão “Alô, supervisor!” saiu do metrô de Salvador para virar ativo de campanhas bilionárias.
Do anonimato ao viral: o salto de 1 mil para 3,7 milhões de fãs
Depois de três anos estacionado em meros 1 mil seguidores, Souza disparou em 2023 ao responder caixinhas de perguntas e retratar desculpas de trabalhadores. O reel gravado numa tarde de folga alcançou 500 mil views em 30 minutos — número que, segundo levantamento da Exame, coloca o criador entre o 1% com maior taxa de engajamento no país.
“Alô, supervisor, eu tô de atestado, é três dias, valeu”, recorda o soteropolitano, que continua gravando no trajeto de ônibus para se manter fiel ao público CLT.
Por que marcas correm atrás de autenticidade operária
O boom chega em um momento em que o marketing de influência deve movimentar R$ 16 bilhões no Brasil em 2026, estima a consultoria IAB. Marcas como Itaipava encontram no conteúdo de humor trabalhista uma porta para o bolso da chamada Geração Z periférica, segmento com consumo projetado em R$ 318 bilhões este ano, segundo o DataFavela.
Além de contratos publicitários, Souza planeja reality show para desempregados e cobertura da Copa de 2026 nos EUA, ampliando receitas em um mercado onde criadores com mais de 3 milhões de seguidores já cobram, em média, R$ 120 mil por campanha de feed.
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Crédito da imagem: Divulgação / Record