Mercado de energia monitora tensões após novo incidente
Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – Em inspeção realizada em 31 de março, a agência confirmou que os estragos observados na parte externa do prédio de turbinas da usina de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, foram provocados por drones. O episódio reacende o temor de interrupções no fornecimento energético europeu e de alta nos custos de geração.
- Em resumo: Impacto de drone danifica estrutura próxima ao reator, mas níveis de radiação permanecem normais.
Danos localizados, mas alerta global de segurança nuclear
Os inspetores identificaram detritos metálicos, fibras ópticas queimadas e uma escotilha avariada a poucos metros do reator. Segundo a AIEA, a cena é “consistente com ataque de drone”. O diretor-geral Rafael Grossi classificou o incidente como “grave” e cobrou o fim imediato de hostilidades em torno de instalações atômicas, citando o risco de um acidente com repercussões transfronteiriças. Em nota paralela, Kiev rejeitou a acusação de Moscou sobre autoria do ataque, informou a agência Reuters.
“Atacar instalações nucleares é inaceitável e cria um perigo real de acidente que não beneficiaria ninguém”, disse Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA.
Energia, inflação e bolsas: por que investidores estão atentos
Além disso, o setor de mineração de urânio tem histórico de volatilidade em situações de risco geopolítico. Na sessão seguinte a incidentes anteriores, fundos que replicam o preço do metal, como o Global X Uranium ETF, chegaram a subir mais de 7%, refletindo busca por hedge nuclear. Embora ainda não haja registro de vazamento radioativo, analistas alertam que o simples aumento na percepção de risco já altera estratégias de trading e segura investimentos em infraestrutura energética na região.
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Crédito da imagem: Divulgação / AIEA