Estratégia do Banco da Inglaterra mira depósitos tokenizados para acelerar liquidez internacional
Banco da Inglaterra (BoE) – Em apresentação recente na Conferência Econômica da Croácia, a diretora Megan Greene afirmou que a tokenização tem potencial imediato para reduzir tarifas e prazos de pagamentos internacionais, aliviando o caixa de empresas e de quem recebe remessas do exterior.
- Em resumo: Depósitos tokenizados devem chegar ao mercado antes do euro digital e podem encolher o custo de transferências transfronteiriças.
Por que depósitos tokenizados devem sair na frente
Greene explicou que, entre stablecoins, CBDCs e outros criptoativos, os tokens lastreados em depósitos bancários regulamentados tendem a avançar primeiro. Segundo reportagem da Reuters sobre iniciativas de tokenização no Reino Unido, a infraestrutura já existente dos bancos comerciais facilita testes de compliance e de liquidez.
“O euro digital, mesmo que estejam trabalhando nisso há anos, não deve ficar pronto antes de 2029”, lembrou a executiva, ressaltando o gargalo regulatório das CBDCs tradicionais.
O que muda para empresas e consumidores britânicos
Pagamentos internacionais movimentam mais de US$ 150 bilhões em taxas por ano, de acordo com o Banco Mundial. Ao eliminar intermediários via blockchain permissionada, o BoE avalia que as remessas poderiam ser liquidadas em minutos, com economia de até 70% em tarifas – um alívio que pode aumentar margens de exportadores e reduzir o custo de vida de cerca de 11 milhões de residentes que recebem ou enviam dinheiro ao exterior.
A autoridade monetária também reforçou que as stablecoins indexadas à libra precisarão manter reservas diversificadas, evitando riscos de liquidez. A diretriz ecoa movimentos globais: no Brasil, o Banco Central prepara o Drex, enquanto o Pix já serve de laboratório de liquidação instantânea. Em sintonia, o Bank for International Settlements recomenda que bancos centrais testem redes tokenizadas para integrar mercados em tempo real.
O que você acha? Tokenização será mesmo o “Pix global” ou ainda falta confiança? Para mais análises sobre transformação digital no sistema financeiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco da Inglaterra