Fluxo de caixa, pré-sal e desconto de valuation formam o tripé da tese
Goldman Sachs reforçou sua aposta nas ações da Petrobras ao atualizar, recentemente, seu relatório setorial para petróleo e gás na América Latina, apontando efeito direto no bolso dos investidores: mais dividendos e possível valorização de preço-alvo.
- Em resumo: banco espera dividend yields entre 11% e 16% e mantém preço-alvo de R$ 56 para PETR3.
Por que o Goldman acredita em alta para PETR3 e PETR4?
Segundo a instituição, a petroleira brasileira combina subida de produção – ancorada no pré-sal – com forte geração de caixa. Em números, o relatório projeta free cash flow yield de 15% em 2026-2027, mais robusto que o dos pares globais (9%).
O Ebitda ajustado deve atingir US$ 58,2 bi em 2026 e US$ 57,7 bi em 2027, permitindo dividendos projetados de US$ 13,5 bi e US$ 18,8 bi, respectivamente.
Eleições e preço do petróleo: os dois vetores de risco no radar
No cenário traçado, o banco trabalha com Brent a US$ 75 o barril em 2027 e menciona as eleições presidenciais de outubro como possível catalisador – uma administração mais pró-mercado ampliaria o otimismo. Ainda assim, a Petrobras exibe governança aprimorada desde 2016, o que, para o Goldman, limita interferências políticas de curto prazo.
Do lado macro, a participação do petróleo no PIB brasileiro e na balança comercial deve manter investimentos prioritários no setor, apoiando a taxa composta anual de crescimento (CAGR) de produção de 9% entre 2025 e 2028.
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Crédito da imagem: REUTERS / Ricardo Moraes