Escalada nos juros futuros liga sinal de alerta para investidores e endividamento
Banco Central — A sessão recente terminou com a curva de Depósitos Interfinanceiros virando acima de 14%, pressionando financiamentos, crédito corporativo e contas do governo, em meio à revisão para cima da Selic terminal.
- Em resumo: DI para 2029 fechou a 14,060%, salto de 20 pontos-base.
Geopolítica e Focus formam combinação explosiva
A cautela se intensificou após novas rusgas entre Washington e Teerã, que ameaçam o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. Dados do mercado internacional compilados pela Reuters mostram que, sempre que o canal é posto em dúvida, prêmios de risco sobem globalmente, contaminando Treasuries e, por tabela, o prêmio dos DIs.
DI jan/2027: 14,205% (+11,5 p.b.) • DI jan/2029: 14,060% (+20 p.b.) • DI jan/2036: 14,075% (+10,5 p.b.)
Inflação insistente adia alívio no bolso
No campo doméstico, o Boletim Focus elevou a projeção do IPCA de 2026 para 5,09%, permanecendo acima do teto da meta. Ao mesmo tempo, casas como o Itaú BBA já enxergam a Selic em 13,75% no fim do ciclo. Se confirmado, o custo do crédito à produção deve continuar elevado, encarecendo desde capital de giro até empréstimos imobiliários.
Além disso, as opções de Copom na B3 atribuem apenas 82% de chance de corte de 0,25 ponto em junho, bem menor do que há um mês, quando o consenso era de 0,50 p.p. Isso reforça a perspectiva de que o financiamento do setor público ficará mais salgado e pode bater no câmbio, que o Focus projeta a R$ 5,16 em 2026.
O que você acha? A alta dos DIs já cabe no seu planejamento financeiro ou surpreendeu? Para mais análises sobre juros e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central