Versão paga libera recursos que prometem turbinar engajamento dos criadores
Meta Platforms — Nesta sexta-feira, 5, a companhia de Mark Zuckerberg começou a vender no Brasil o Instagram Plus, assinatura opcional de R$ 10 mensais que acrescenta funções premium sem retirar o acesso gratuito do aplicativo.
- Em resumo: Pagamento dá direito a stories com 48 h, super likes e métricas detalhadas de audiência.
Ferramentas exclusivas querem travar o usuário dentro do app
A big tech lista três eixos de benefícios: prioridade de exibição nos stories, prévias e análises em tempo real e, por fim, customização visual do perfil. Na prática, a Meta aposta que criadores pagarão para manter alcance orgânico, algo que caiu desde 2022 com mudanças no algoritmo.
“A assinatura custa R$ 10 e não altera a experiência da versão gratuita”, detalhou a empresa no comunicado oficial.
Impacto financeiro: mais receita recorrente e pressão sobre rivais
A receita publicitária da Meta cresceu 27% no 1º tri de 2026, mas ainda enfrenta dependência de anúncios. O modelo de assinatura diversifica o caixa, movimento parecido ao do X Premium, da rival de Elon Musk. Em Wall Street, o anúncio anterior à fase de testes fez as ações da Meta saltarem 3,7%, sinal de que o mercado enxerga potencial de monetização adicional.
No Brasil, a estratégia casa com o aumento de 9,2% no gasto médio do usuário em apps de rede social desde 2024, segundo dados da consultoria Data AI. Se captar apenas 2% dos 132 milhões de perfis locais, o Instagram Plus pode gerar mais de R$ 310 milhões por ano, receita indexada ao real e menos sujeita ao câmbio do dólar.
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Crédito da imagem: Divulgação / Meta