Restaurantes brasileiros já calculam custos para substituir embalagens individuais
União Europeia – A proposta de proibir sachês de ketchup, maionese, sal e outros condimentos a partir de agosto de 2026 ganhou força no bloco e acendeu o alerta na cadeia global de alimentação, inclusive no Brasil, que importa boas práticas de grandes redes internacionais.
- Em resumo: o banimento europeu deve eliminar bilhões de embalagens plásticas e obrigar restaurantes a rever logística, higiene e margem de lucro.
Da conveniência ao problema ambiental
Os sachês nasceram para padronizar porções e reduzir desperdício, mas viraram vilões ambientais. Um relatório da Comissão Europeia citado pela Reuters aponta que itens descartáveis representam metade do lixo marinho identificado no continente.
Estudo do Parlamento Europeu concluiu que o banimento de plásticos de uso único pode cortar em 2,6 milhões de toneladas o volume de resíduos anuais até 2030.
Impacto no caixa e na reputação das redes brasileiras
Ainda que o Brasil não tenha legislação semelhante, a pressão de investidores por metas ESG e o escrutínio dos consumidores já colocam a substituição dos sachês no radar de CFOs e diretores de operações. Equipar pontos de venda com dispensers pump ou recipientes de vidro exige desembolso inicial, mas compras de condimentos em embalagens maiores tendem a reduzir o custo por quilo no médio prazo.
Além disso, a transição pode ser financiada por linhas verdes de bancos de desenvolvimento, que ampliaram em 35% o crédito destinado a projetos de redução de resíduos em 2023, segundo dados do BNDES. Para quem atua no delivery, embalagens compostáveis ajudam a evitar multas em praças onde já há restrição a plásticos, como algumas capitais brasileiras.
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Crédito da imagem: Divulgação / União Europeia