Demanda tributária e avanço do advisory empurram ETFs ao topo
Galapagos Capital – Impulsionado por benefícios fiscais e busca por eficiência, o mercado brasileiro de ETFs encurtou décadas de evolução em poucos anos, ganhando escala real em 2026.
- Em resumo: ETFs de renda fixa já são o veículo preferido para alocações estruturais e o modelo de assessoria com taxa fixa supera 20% da base de clientes.
Renda fixa puxa a fila: alívio no IR faz fluxo disparar
Com títulos isentos cada vez mais escassos e a Selic ainda em patamar de dois dígitos, investidores migram para ETFs de renda fixa, que oferecem retenção na fonte simplificada e liquidez de pregão. Dados compilados pela Reuters mostram que a classe responde pela maior captação líquida entre fundos de índice no último ano.
Patrimônio de ETFs no Brasil cresce acima de 20% ao ano, ritmo idêntico ao observado nos EUA nos anos 1990.
Assessorias fee-based aceleram adoção e apontam novas fases
O “advisory 2.0” – remunerado por taxa fixa, não por comissão – já detém cerca de 20% do mercado, superando previsões que falavam em 10% apenas três anos após a virada. A consequência direta é a procura por veículos transparentes e de baixo custo, exatamente o nicho dos ETFs.
Economistas lembram que a regulamentação prevista para 2027 pode liberar ETFs ativos, repetindo a terceira fase vista no mercado norte-americano. Se confirmada, a indústria passará a usar o fundo de índice como wrapper para crédito privado, estratégias de alfa e até ativos alternativos, ampliando o acesso hoje restrito a grandes investidores.
Do ponto de vista macro, a diversificação ganha importância em um cenário de PIB em desaceleração e inflação próxima ao teto da meta. ETFs permitem ajustes táticos rápidos sem a cascata tributária de fundos abertos, fator que pode preservar retornos reais em ciclos de política monetária volátil.
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Crédito da imagem: Divulgação / Valor Investe