Estratégia digital acelera logística e corta custos no varejo
Lojas Renner – A varejista gaúcha já colhe dividendos concretos dos R$ 1,5 bilhão investidos em tecnologia desde 2021: o uso de modelos virtuais na linha infantil provocou um salto de 60% nas visitas ao e-commerce, reforçando margens e ampliando a geração de caixa em plena desaceleração do consumo.
- Em resumo: imagens geradas por IA reduziram tempo de produção e atraíram mais tráfego qualificado para a coleção infantil.
Da logística à vitrine: onde a IA já gera caixa
No centro de distribuição automatizado de Cabreúva (SP), algoritmos definem cor, tamanho e destino de cada peça, diminuindo rupturas de estoque e desperdício. O mesmo motor de IA alimenta o sistema de recomendação que personaliza vitrines digitais e impulsiona conversão – uma tendência que, segundo relatório do Valor Econômico, deve adicionar até 2 pontos percentuais à margem EBITDA do varejo de moda latino-americano até 2027.
“As oportunidades são muito maiores que os riscos”, reiterou Fabio Faccio, CEO da Renner, durante o South Summit Porto Alegre.
Por que o varejo brasileiro corre para automatizar?
Com a taxa Selic ainda acima de 10% ao ano, cada ganho de eficiência vira alívio imediato no custo de capital. A digitalização também responde ao desafio de um consumidor mais cauteloso: dados do IBGE mostram que as vendas de vestuário cresceram apenas 1,3% em 2025, ritmo inferior ao da inflação de serviços. Nesse cenário, a adoção de IA pela Renner antecipa um movimento que já mobiliza concorrentes como Arezzo e Magazine Luiza, todos buscando integrar canais num modelo omnichannel enxuto e responsivo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Renner