Alívio no câmbio e nova pressão nos juros elevam expectativa do investidor
Ibovespa — O contrato futuro do principal índice da B3 sobe 0,56%, aos 189.765 pontos, enquanto o dólar comercial recua a R$ 5,14 nesta segunda-feira (6). A combinação de trégua no Oriente Médio e revisão altista para a inflação no Boletim Focus redesenha, em minutos, o mapa de riscos no bolso do investidor.
- Em resumo: Bolsa em alta, câmbio mais fraco e DI de 2028 a 13,74% reacendem debate sobre corte da Selic.
Cessar-fogo em negociação sustenta apetite global por risco
Rumores de que EUA e Irã analisam minuta de acordo de 45 dias reduziram o prêmio de risco nos mercados internacionais. Índices futuros norte-americanos operam no azul, e o barril de Brent recua quase 1%, segundo a Reuters, reforçando o rali nos ativos brasileiros sensíveis a commodities.
DI1F28: 13,740% (+4 pontos-base) — primeira alta após sequência de dois pregões em queda.
Focus eleva IPCA e provoca giro na curva de juros
Mesmo com o clima externo mais leve, a projeção do IPCA para 2026 subiu de 4,31% para 4,36% pela quarta semana seguida. O mercado reage antecipando juros mais altos por mais tempo: os contratos DI até 2033 avançam até 4 pontos-base. Em contrapartida, o recuo do dólar a patamares de meados de março dá fôlego às companhias importadoras e ajuda a sustentar o Ibovespa acima dos 188 mil pontos, acumulando 16,71% de alta em 2026.
No radar corporativo, PETR3 e PETR4 seguem beneficiadas pela defasagem de 59% nos preços da gasolina, conforme levantamento da Abicom, enquanto PRIO3 lidera as altas após ganhar 5,68% no último pregão.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3