Troca estratégica mira fluxo de caixa recorde e preço do diesel em alta
Itaú BBA – Ao revisar sua “Carteira Top 5” para abril, o banco retirou Nubank (ROXO34) e inseriu Petrobras (PETR4), prevendo que a escalada do petróleo e os reajustes do diesel abrirão espaço para dividendos generosos já nos próximos trimestres.
- Em resumo: Petrobras assume 20% do portfólio, mesma fatia de Aura Minerals, Axia Energia, B3 e Eneva.
Dividendos na mira: por que PETR4 ganhou lugar?
A estatal deve se beneficiar do Brent acima de US$ 80 e de margens melhores no diesel, segundo analistas. Relatório do banco destaca que o fluxo de caixa “fica confortável para manter distribuição polpuda”, alinhada à política aprovada em março. Dados da Reuters sobre a recente alta do barril reforçam o racional.
“Com uma perspectiva de receitas mais fortes, esperamos que a Petrobras terá espaço no seu balanço para uma distribuição de dividendos generosa ao longo dos próximos trimestres”, escreve o Itaú BBA.
Desempenho recente e ajustes de peso
Em março, a carteira rendeu 1,4%, superando o Ibovespa, que cedeu 0,7%. O avanço veio, sobretudo, da Eneva, após garantir cerca de 5 GW no Leilão de Reserva de Capacidade — bem acima do esperado. Do lado negativo, Axia caiu 4,4% com a queda na curva de preços de energia para 2026.
Historicamente, carteiras concentradas do BBA costumam bater o índice em anos de commodity forte. Caso o petróleo permaneça acima da média de US$ 85 vista durante o conflito no Oriente Médio, o upside de 18% em Aura Minerals e o dividend yield projetado de 7,7% em PETR4 ganham tração adicional, enquanto a B3 desponta como proteção defensiva diante da Selic em tendência de baixa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras