Gestora revisa cenários após bloqueio histórico no Estreito de Ormuz
Kinea – A casa de investimentos revisou recentemente suas projeções e agora atribui 80% de chance de o petróleo Brent permanecer acima de US$ 100 por um período mais extenso, mudança que altera estratégias e mexe com expectativas de inflação e juros globais.
- Em resumo: déficit de 7 milhões de barris/dia e Brent já encostando em US$ 110 elevam pressão sobre economias e bancos centrais.
Três cenários redefinem o preço do barril
A gestora mapeia um acordo que levaria o Brent a US$ 70–80 (40%), um bloqueio parcial mantendo a cotação acima de US$ 100 (40%) e uma escalada militar que pode empurrar o barril para US$ 150–200 (20%). Dados recentes da Reuters confirmam a disparada à medida que o Estreito continua sob tensão.
“No cenário intermediário, vemos o petróleo acima de US$ 100 por um período prolongado”, destaca a Kinea em carta a clientes.
Reflexos na inflação e nos juros brasileiros
Com o Brent de volta a três dígitos, as curvas de juros de várias economias já reprecificam cortes, e o Brasil não escapou: projeções para a Selic encolheram de quase 300 para cerca de 150 pontos-base de afrouxamento. O choque, embora menor que o de 2022, ocorre num momento em que a inflação corrente ainda pressiona o Banco Central. Historicamente, cada alta de 10% no petróleo adiciona até 0,2 ponto percentual ao IPCA no horizonte de 12 meses.
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Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney