Investidores correm para a segurança e retiram fôlego do principal índice da B3
Ibovespa – Na última semana, o principal termômetro da Bolsa brasileira somou recuo de 3,71%, a segunda pior performance desde o início do conflito Rússia-Ucrânia, refletindo o medo de que os juros internacionais permaneçam elevados por mais tempo.
- Em resumo: Perspectiva de aperto monetário prolongado nos EUA levou à migração de capital para Treasuries, esfriando apetite por risco no Brasil.
Wall Street dita o ritmo: Treasuries testam pico de 16 anos
O rendimento do título de 10 anos dos EUA beirou 4,5%, patamar não visto desde 2007, aumentando a atratividade do mercado norte-americano e drenando fluxos de bolsas emergentes, segundo dados compilados pela Reuters.
Analistas lembram que, quando o Ibovespa caiu 4,79% na primeira semana da guerra, o cenário era de fuga generalizada para dólar e ouro. Agora, a pressão vem dos juros.
Contexto doméstico: Selic estável não basta contra o choque externo
Mesmo com a Selic mantida em 13,75% até o mês passado, o prêmio adicional oferecido pelo Brasil perdeu apelo diante do salto dos Treasuries. Além disso, incertezas fiscais locais reforçam a cautela, enquanto o câmbio voltou a flertar com R$ 5,00.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3