Escalada do combustível ameaça repasse em cadeia e aperta margens de transporte
Agência Nacional do Petróleo (ANP) – Dados da reguladora mostram que, apenas em março, o litro do diesel saiu de R$ 6,10 para R$ 7,09, um salto que deve encarecer fretes e pressionar a inflação já nas próximas leituras.
- Em resumo: Gasto com diesel subiu 16,23% em 30 dias, maior avanço mensal desde 2022.
Fretes sob pressão e cadeia produtiva em alerta
Transportadoras já preveem renegociação de tabelas e cláusulas de reajuste automático, movimento que pode chegar aos supermercados e à indústria de base. Segundo levantamento da Reuters, o diesel responde por até 40% do custo operacional dos caminhoneiros.
O valor médio do litro do diesel subiu de R$ 6,10 para R$ 7,09 em março, um avanço de 16,23%, de acordo com a ANP.
Por que a alta do diesel importa para a inflação e os juros
O diesel é termômetro da atividade porque influencia o preço de quase todos os bens transportados por rodovias. Analistas lembram que cada variação de 10% no combustível adiciona cerca de 0,15 ponto percentual ao IPCA. Com a inflação corrente acima da meta de 3%, o Banco Central pode encontrar mais resistência para cortar a Selic nas próximas reuniões.
Em paralelo, o petróleo Brent subiu 12% no primeiro trimestre, enquanto a Petrobras mantém sua política de paridade internacional, fator que eleva a volatilidade interna. A última vez que o diesel avançou acima de dois dígitos em um único mês foi durante o choque de oferta pós-pandemia, em 2022.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images