Petróleo caro, ameaça militar e, ainda assim, ações em alta: o que sustenta o rali?
Wall Street – Na última segunda-feira (data da sessão), as bolsas de Nova York encerraram o pregão no azul, contrariando o clima de incerteza criado pelas ameaças de Washington a Teerã caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado. O movimento indica que o mercado começa a precificar uma saída diplomática, ainda que frágil, para a crise.
- Em resumo: Dow +0,36%, S&P 500 +0,45% e Nasdaq +0,54%, com comunicações liderando os ganhos.
Números que falam mais alto do que as ameaças
O otimismo ganhou fôlego após relatos de que Estados Unidos, Irã e mediadores regionais mantêm canais abertos para um cessar-fogo, segundo a Reuters. A simples possibilidade de retomada do fluxo de navios petroleiros em Ormuz bastou para aliviar o prêmio de risco.
Dow Jones: 46.669,88 pontos (+0,36%) | S&P 500: 6.612,02 pontos (+0,45%) | Nasdaq: 21.996,34 pontos (+0,54%).
Dados macro e temporada de balanços entram no radar
A trégua nos índices ocorreu apesar do ISM de serviços apontar expansão mais lenta e pressão de preços ao nível mais alto desde outubro de 2022. Somou-se a isso o relatório de empregos de março, com 178 mil novas vagas — quase o triplo do consenso — reforçando a narrativa de economia ainda resiliente.
Analistas lembram que um petróleo Brent acima de US$ 90, somado a um mercado de trabalho aquecido, pode adiar os cortes de juros projetados para o segundo semestre pelo Federal Reserve. Mesmo assim, a proximidade da temporada de resultados — que começa na próxima semana com bancos de Wall Street — mantém viva a aposta de que lucros corporativos sigam robustos e suportem valuations historicamente elevados.
No pano de fundo, o S&P 500 ainda acumula queda de 3,9% desde o início do conflito, reflexo direto da volatilidade geopolítica. Serviços de comunicação puxaram o ganho setorial, enquanto utilities recuaram, sugerindo rotação para papéis de maior crescimento.
O que você acha? A cautela geopolítica vai falar mais alto ou a temporada de balanços sustentará novos recordes? Para acompanhar cada virada do mercado, acesse nossa cobertura de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Bradley Andrews (Unsplash)